http://youtu.be/QJgDtOtf7r0
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
BERNARDO TORO
Filósofo e educador colombiano, Bernardo Toro é vice-presidente
de relações públicas da Fundação Social, entidade civil cuja missão é combater
a pobreza na Colômbia. Dirige há oito anos um programa de educação social e
preside a Confederação Colombiana de ONGs.
Toro criou os Códigos da Modernidade, que
são sete competências mínimas para a participação produtiva e a inserção social
do ser humano no século 21. Para desenvolvê-los, o ensino deve ser
contextualizado.
São os Códigos da Modernidade:
1. Domínio
da leitura e da escrita;
2. Capacidade
de fazer cálculos e resolver problemas;
3. Capacidade
de analisar, sintetizar e interpretar dados, fatos e situações;
4. Capacidade
de compreender e atuar em seu entorno social;
5. Receber
criticamente os meios de comunicação;
6. Capacidade
de localizar, acessar e usar melhor a informação acumulada;
7. Capacidade
de planejar, trabalhar e decidir em grupo.
Recentemente, o intelectual
acrescentou uma oitava capacidade à sua relação: a de desenvolver uma
mentalidade internacional. “Quando o jovem chegar à idade adulta, seu campo de
atuação será o mundo”, justifica.
Afirma que a educação deve servir a
um projeto da sociedade como um todo para que seja eficiente e ganhe sentido.
Por isso, ele defende que a prioridade seja o convívio na democracia, cuja base
é a tolerância.
Para educador colombiano, a escola
precisa aprender a construir coletivos com base em outra lógica que a do
“ganhar-perder”. “Precisamos deixar de ser uma sociedade orientada pelo êxito,
pelo vencer, pelo ganhar. Nosso novo paradigma precisa ser o cuidado. Saber
cuidar, saber fazer transações de ganhar/ganhar e saber conversar. Não mais uma
inteligência guerreira, mas sim uma inteligência solidária”, afirma.
Toro valoriza também o que chama de
saber social, um conjunto de conhecimentos, práticas, valores, habilidades e
tradições que possibilitam a construção das sociedades e garantem as quatro
tarefas básicas da vida: cuidar da sobrevivência, organizar as condições para
conviver, ser capaz de produzir o que necessitamos e criar um sentido de vida.
A escola, assim, é apenas um dos ambientes em que ocorre a aprendizagem. A
família, os amigos, a igreja, os meios de comunicação e as empresas são outras
importantes fontes de conhecimento para os indivíduos. Mobilizar, conforme sua
definição, é convocar vontades para atuar na busca de um propósito comum, sob
uma interpretação e um sentido também compartilhados.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
As inteligências múltiplas de Gardner
Gardner afirma que todos nós, em princípio, podemos
utilizar todas as inteligências múltiplas para questionar e procurar
respostas. Todos os indivíduos possuem,
como parte de sua bagagem genética, certas habilidades básicas em todas as inteligências,
que serão desenvolvidas dependendo dos fatores genéticos e neurobilógicos e
também por condições ambientais.
A noção de cultura é básica para a Teoria das
Inteligências Múltiplas, pois elas têm sua forma própria de
processamento de
informações, além de um sistema simbólico,
que estabelece o contato entre os aspectos básicos da cognição e a
variedade de papéis e funções culturais.
Gardner define inteligência como a habilidade na
resolução problemas ou criação de produtos que são significativos em um ou mais
ambientes culturais, o que faz com que alguns talentos só se desenvolvam porque
são valorizados pelo ambiente. Ele afirma que cada cultura valoriza certos
talentos, que devem ser dominados por uma quantidade de indivíduos e, depois,
passados para a geração seguinte.
Quanto
ao ambiente educacional, Gardner chama a atenção para o fato de que, embora as
escolas declarem que preparam seus alunos pare a vida, a vida certamente não se
limita apenas a raciocínios verbais e lógicos. Ele propõe que as escolas
favoreçam o conhecimento de diversas disciplinas básicas; que encoragem seus
alunos a utilizar esse conhecimento para resolver problemas e efetuar tarefas
que estejam relacionadas com a vida na comunidade a que pertencem; e que
favoreçam o desenvolvimento de combinações intelectuais individuais, a partir
da avaliação regular do potencial de cada um.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Metáfora do golfinho, da carpa e do tubarão
Uma brilhante metáfora
criada por Dudley Lynch e Paul Kordis do Brain Technologies Institute - do
tubarão, da carpa e do golfinho.
Existem três tipos de animais: as carpas, os
tubarões e os golfinhos. A carpa é dócil, passiva e que quando agredida não
se afasta nem revida. Ela não luta mesmo quando provocada. Se considera uma
vítima, conformada com seu destino.
Se alguém tem que se sacrificar, a carpa se
sacrifica. Ela se sacrifica porque acredita que há escassez. Nesse caso, para
parar de sofrer ela se sacrifica. Carpas são aquelas pessoas que numa
negociação sempre cedem, sempre são os que recuam; em crises, se sacrificam
por não poderem ver outros se sacrificarem. Jogam o perde-ganha,
perdem para que o outro possa ganhar.
Declaração que a carpa faz para si mesmo:
Nesse mar existe outro tipo de animal: o tubarão.
O tubarão é agressivo por natureza, agride mesmo quando não provocado. Ele
também crê que vai faltar. Tem mais, ele acredita que, já que vai faltar, que
falte para outro, não para ele!
"Eu vou tomar de alguém!" O tubarão
passa o tempo todo buscando vítimas para devorar porque ele acredita que
podem faltar vítimas. Que vítimas são as preferidas dos tubarões? Acertou, as
carpas. Tanto o tubarão como a carpa acabam viciados nos seus sistemas.
Costumam agir de forma automática e irresistível. Os tubarões jogam o ganha-perde,
eles tem que ganhar sempre, não se importando que o outro perca.
Declaração que o tubarão faz para si mesmo:
O terceiro tipo de
animal: o golfinho. Os golfinhos são dóceis por natureza. Agora, quando
atacados revidam e se um grupo de golfinhos encontra uma carpa sendo atacada
eles defendem a carpa e atacam os seus agressores.
Os "Verdadeiros" golfinhos são algumas
das criaturas mais apreciadas das profundezas. Podemos suspeitar que eles
sejam muito inteligentes - talvez, à sua própria maneira, mais inteligentes
do que o Homo Sapiens. Seus cérebros, com certeza, são suficientemente
grandes - cerca de 1,5 quilograma, um pouco maiores do que o cérebro humano
médio - e o córtex associativo do golfinho, a parte do cérebro especializada
no pensamento abstrato e conceitual, é maior do que o nosso. E é um cérebro,
como rapidamente irão observar aqueles fervorosos entusiastas dedicados a
fortalecer os vínculos entre a nossa espécie e a deles, que tem sido tão
grande quanto o nosso, ou maior do que o nosso, durante pelo menos 30 milhões
de anos.
O comportamento dos golfinhos em volta dos
tubarões é legendário e, provavelmente, eles fizeram por merecer essa fama.
Usando sua inteligência e sua astúcia, eles podem ser mortais para os
tubarões. Matá-los a mordidas? Oh, não! Os golfinhos nadam em torno e
martelam, nadam e martelam. Usando seus focinhos bulbosos como clavas, eles
esmagam metodicamente a "caixa torácica" do tubarão até que a
mortal criatura deslize impotente para o fundo.
Todavia, mais do que por sua perícia no combate
ao tubarão, escolhemos o golfinho para simbolizar as nossas idéias sobre como
tomar decisões e como lidar com épocas de rápidas mudanças devido às
habilidades naturais desse mamífero para pensar construtiva e criativamente.
Os golfinhos pensam? Sem dúvida. Quando não conseguem o que querem, eles
alteram os seus comportamentos com precisão e rapidez, algumas vezes de forma
engenhosa, para buscar aquilo que desejam. Golfinhos procuram sempre o
equilíbrio, jogam o ganha-ganha, procuram sempre encontrar soluções
que atendam as necessidades de todos.
Declaração que o golfinho faz para si mesmo:
Se os golfinhos podem fazer isso, por que não
nós.
Achamos que podemos.
|
Adaptado de: "A Estratégia do Golfinho"
Dudley Lynch e Paul L. Kordis - Ed. Cultrix.
Dudley Lynch e Paul L. Kordis - Ed. Cultrix.
"Sou um guardador de rebanhos"
Guardador de Rebanhos
Fernando Pessoa
Sou um guardador de rebanhos,
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
EducAção e Vida
http://youtu.be/mNlgV5i7um4
Este vídeo é um instrumento para reflexão sobre os Quatro Pilares da EducAção:
- Aprender a ser.
- Apender a fazer.
- Aprender a conviver.
- Aprender a aprender.
Um dos princípios da EducAção
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