Gardner afirma que todos nós, em princípio, podemos
utilizar todas as inteligências múltiplas para questionar e procurar
respostas. Todos os indivíduos possuem,
como parte de sua bagagem genética, certas habilidades básicas em todas as inteligências,
que serão desenvolvidas dependendo dos fatores genéticos e neurobilógicos e
também por condições ambientais.
A noção de cultura é básica para a Teoria das
Inteligências Múltiplas, pois elas têm sua forma própria de
processamento de
informações, além de um sistema simbólico,
que estabelece o contato entre os aspectos básicos da cognição e a
variedade de papéis e funções culturais.
Gardner define inteligência como a habilidade na
resolução problemas ou criação de produtos que são significativos em um ou mais
ambientes culturais, o que faz com que alguns talentos só se desenvolvam porque
são valorizados pelo ambiente. Ele afirma que cada cultura valoriza certos
talentos, que devem ser dominados por uma quantidade de indivíduos e, depois,
passados para a geração seguinte.
Quanto
ao ambiente educacional, Gardner chama a atenção para o fato de que, embora as
escolas declarem que preparam seus alunos pare a vida, a vida certamente não se
limita apenas a raciocínios verbais e lógicos. Ele propõe que as escolas
favoreçam o conhecimento de diversas disciplinas básicas; que encoragem seus
alunos a utilizar esse conhecimento para resolver problemas e efetuar tarefas
que estejam relacionadas com a vida na comunidade a que pertencem; e que
favoreçam o desenvolvimento de combinações intelectuais individuais, a partir
da avaliação regular do potencial de cada um.

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